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    24 de Agosto, 2020

    "Fé é vida." Neste domingo, 23, o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho de Mateus (Mt 16,13-20), onde Pedro professa a sua fé em Jesus como Messias e Filho de Deus.

    Neste domingo, 23, o Papa Francisco se inspirou no Evangelho de Mateus (Mt 16,13-20), onde Pedro professa a sua fé em Jesus como Messias e Filho de Deus, para a sua reflexão no Angelus do XXI Domingo do Tempo Comum. “A nossa profissão de fé em Jesus está longe de ser uma resposta teórica, envolve toda a nossa existência e dá sentido pleno à nossa caridade”, disse. 

    A cada domingo, um maior número de fiéis e turistas participa da tradicional oração na Praça São Pedro, mesmo com o forte calor, atenuado pela sombra sob as Colunas de Bernini, um boné e muita água. E, foi a eles que o Papa começou saudando, para então apresentar a leitura proposta pela liturgia do dia, em que Pedro professou sua fé em Jesus, que por sua vez, reconhecendo a pronta correspondência de Simão à inspiração da graça, diz que sobre ele – a pedra – edificará a sua Igreja.

     Caminho de educação na fé

    O Papa Francisco refletiu sobre o caminho de educação na fé. “A intenção de Jesus ao interpelar os apóstolos sobre quem Ele era é ‘conduzir os seus discípulos a dar o passo decisivo na sua relação com Ele’, pois ‘todo o caminho de Jesus com aqueles que o seguem, especialmente com os Doze, é um caminho de educação de sua fé’.”

    Em sua reflexão, o Pontífice acredita que talvez boa parte dos apóstolos compartilhasse da opinião da maior parte dos homens, isto é, que Jesus era um profeta. Mas, quando Jesus lhes faz a mesma pergunta - "Mas vós, quem dizeis que sou?”, eles hesitam, paira um silêncio no ar. "O mesmo sucederia se eu perguntasse para vocês agora: "Para ti, quem é Jesus?". “Haverá um pouco de hesitação”, ilustrou o Papa.

     Confessar Jesus é uma graça do Pai

    Francisco recorda que, no entanto, em um impulso, é o Apóstolo mais mencionado nos escritos no Novo Testamento (171 vezes) que os tira do embaraço afirmando: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo".

    “Uma resposta ‘tão plena e luminosa, não lhe vem de um impulso, por mais generoso que fosse Pedro, mas é fruto de uma graça particular do Pai celeste’”, observou Francisco.

    De fato, o próprio Jesus lhe diz: "Nem a carne nem o sangue te revelaram isso, isto é, na cultura, no que estudaste (...). Te-lo revelou meu Pai que está nos Céus. Confessar Jesus é uma graça do Pai. Dizer que Jesus é o Filho de Deus vivo, que é o Redentor, é uma graça que nós devemos pedir: "Pai, dá-me esta graça de confessar Jesus".

    Resposta de fé

    E em tom solene, acrescenta: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la". Francisco sublinhou que, com esta afirmação, Jesus faz compreender a Simão o significado do novo nome que lhe deu, "Pedro": a fé que acaba de manifestar é a "pedra" inquebrantável sobre a qual o Filho de Deus quer construir a sua Igreja, ou seja, sua Comunidade. E a Igreja vai em frente sempre na fé de Pedro, naquela fé que Deus reconhece, que Jesus reconhece e o faz chefe da Igreja. “Hoje, ouvimos dirigida a cada um de nós a pergunta de Jesus: "E vós, quem dizeis que eu sou?". A cada um de nós! E cada um de nós deve dar uma resposta não teórica, mas que envolve a fé, ou seja, a vida, porque fé é vida! "Para mim tu és..." e confessar Jesus”, declarou o Santo Padre.

    Jesus no centro, o verdadeiro caminho da caridade cristã

    Como de costume, o Pontífice fez um convite à compreensão de quem é verdadeiramente Cristo, refletindo sobre uma reflexão que devemos fazer sempre. “Uma resposta que requer também de nós, como dos primeiros discípulos, a escuta interior da voz do Pai e a consonância com o que a Igreja reunida em torno de Pedro, o que a Igreja continua a proclamar. Trata-se de compreender quem é Cristo para nós: se Ele é o centro da nossa vida, se Ele é a meta de todo o nosso compromisso na Igreja, de nosso compromisso na sociedade. ‘Quem é Cristo para mim? Quem é Jesus Cristo para ti, para ti, para ti?’ Uma resposta que nós deveríamos dar a cada dia. Mas, estejam atentos: É indispensável e louvável que a pastoral de nossas comunidades esteja aberta às muitas pobrezas e emergências que estão por tudo. A caridade é a via mestra do caminho da fé, da perfeição da fé. Mas, é necessário que as obras de solidariedade, as obras de caridade que nós fazemos, não desviem o contato com o Senhor Jesus. A caridade cristã não é simples filantropia, mas, por um lado, é olhar o outro com os próprios olhos de Jesus e, por outro, é ver Jesus no rosto do pobre. E, este é o caminho verdadeiro da caridade cristã, com Jesus no centro, sempre”, afirmou o Pontífice.

    Para encerrar a alocução que precedeu a oração mariana, Francisco fez sua prece à Mãe de Jesus. “Que Maria Santíssima, bem-aventurada, porque acreditou, seja para nós guia e modelo no caminho da fé em Cristo e nos torne conscientes que a confiança nele dá sentido pleno à nossa caridade e a toda a nossa existência”.


    Fonte: Amex, com Vatican News