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    01 de Fevereiro, 2021

    Pregação e exorcismo: confirmação singular da autoridade de Jesus

    “O ensinamento de Jesus tem a mesma autoridade de Deus que fala”

    “A passagem do Evangelho deste domingo narra um dia típico do ministério de Jesus; em particular, é um sábado, um dia dedicado ao descanso e à oração”. Assim, o Papa Francisco iniciou a sua alocução que precedeu a oração mariana do Angelus neste domingo, 31/01. A oração foi recitada na Biblioteca do Palácio Apostólico no Vaticano, assim como nos domingos precedentes, devido à pandemia do coronavírus.

    Explicando o Santo Evangelho, o Papa explicou que na sinagoga de Cafarnaum, Jesus lê e comenta as Escrituras. Os presentes são atraídos pela maneira como Ele fala; eles se maravilham, porque demonstra uma autoridade diferente da dos escribas. Além disso, Jesus se revela poderoso também nas obras. Continuando sua explicação, o Santo Padre disse que, de fato, um homem na sinagoga se volta contra Ele, questionando-O como o “Enviado de Deus”; Ele reconhece o espírito maligno, ordena-lhe que saia daquele homem, e assim o expulsa.

    Em seguida, Francisco afirmou que “aqui vemos os dois elementos característicos da ação de Jesus: a pregação e a obra taumatúrgica de cura”. “Ambos os aspectos se destacam na passagem do evangelista Marcos, mas o mais destacado é o da pregação; o exorcismo é apresentado como uma confirmação da singular ‘autoridade’ de Jesus e de seu ensinamento. Ele prega com autoridade própria, como alguém que possui uma doutrina que deriva de si mesmo, e não como os escribas que repetiam tradições precedentes e leis promulgadas. Eles repetiam palavras, palavras, apenas palavras - como cantava a grande Mina; eles eram assim. Apenas palavras. Ao invés, em Jesus, a palavra tem autoridade, Jesus tem autoridade. E isto toca o coração”, disse.

    Dito isso, o Papa pergunta: “Por que?”. E assim, a responde: porque a Sua palavra realiza o que Ele diz. Porque Ele é o profeta definitivo. “Mas, porquê eu digo isto; que Ele é o profeta definitivo?”, interrogou Francisco. “Recordemos a promessa de Moisés, que diz: depois de mim, no futuro, virá um profeta como eu, que ensinará vocês. Moisés anuncia Jesus como o profeta definitivo”, disse o Pontífice.

     

    Francisco, então, explicou o motivo de Jesus explicar com autoridade. “O ensinamento de Jesus tem a mesma autoridade de Deus que fala; de fato, com um único comando, ele liberta facilmente o possuído do maligno e o cura. Por isso ele fala não com autoridade humana, mas com autoridade divina, porque tem o poder de ser o profeta definitivo, isto é, o Filho de Deus que nos salva, nos cura a todos”.

    Em seguida, o Pontífice disse que o segundo aspecto, o da cura, mostra que a pregação de Cristo tem como objetivo derrotar o mal presente no homem e no mundo. “Sua palavra aponta diretamente contra o reino de Satanás, o coloca em crise e o faz recuar, o obriga a sair do mundo. Aquele homem possuído, alcançado pelo comando do Senhor, é libertado e transformado em uma nova pessoa. Além disso, a pregação de Jesus pertence a uma lógica oposta à do mundo e do mal: suas palavras se revelam como a perturbação de uma ordem errada de coisas. O demônio presente no homem possuído, de fato, grita quando Jesus se aproxima: ‘Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir?’. Estas expressões indicam a total estranheza entre Jesus e Satanás: eles estão em planos completamente diferentes; não há nada em comum entre eles; são o oposto um do outro”.

    Francisco pede para não nos esqueçamos de carregar no bolso, na bolsa, um pequeno Evangelho para lê-lo durante o dia, para ouvir aquela palavra com autoridade de Jesus. “Todos nós temos problemas, peçamos a Jesus a cura de nossos pecados e nossos males”.

    Concluindo sua alocução, o Papa se referiu à Mãe de Jesus. “A Virgem Maria sempre conservou em seu coração as palavras e os gestos de Jesus, e o seguiu com total disponibilidade e fidelidade. Que ela também nos ajude a ouvi-Lo e segui-Lo, para que possamos experimentar em nossas vidas os sinais de sua salvação”. Este foi o pedido do Papa Francisco.

    Por: Amex, com Vatican News